Picture of my soul


16/06/2011


Saudoso tempo...

              Eu olho para o teto branco de minha casa e tento pintá-lo com os meus pensamentos, mas nem assim eu consigo viajar para outro mundo. Quando tu resolves guardar a tristeza, uma âncora a puxa para dentro de ti e por mais que tu queiras tirá-la do teu coração, ela permanece entravada na tua garganta.

              Aaaah, a angústia, tal qual uma meretriz, se apossou de mim em troca do meu desespero.  Ora, que mal há em sentir o gostinho da felicidade ou ver o meu sorriso sincero nas fotos?

              Que cretina eu sou por não entender o porquê do meu sofrer.

              O silêncio da minha casa é de uma remota agonia. Isso não me incomoda. Mas esse silêncio dentro de mim... Esse vazio sim é devastador! Eu ainda seria uma menina-de-ouro se eu conseguisse reconstruir o meu "eu", mas aonde ele foi?

             Sonhos, desejos, ambições, conquistas, diversão, amor, carinho, entre outras coisas,  são tudo e nada para mim. Agora, só me resta a indefinição, entretanto como ela é peculiar do ser humano, eu proponho um brinde a essa vida torpe Bêbado Bêbado!

              Sem lágrimas hoje!

Escrito por Anne Cobain às 14h24
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30/05/2011


Confissões do dia 26/05/2011 - Transcrição de gravações

 

 

"Eu me sentia no meio de um marasmo e clamava por ajuda dentro de mim, mas ninguém conseguia me ouvir. Estava ficando cada vez mais difícil manter o meu sorriso amarelado. Eu sentia que não podia mais carregá-la e apenas a dor foi capaz de me livrar daquele momento de fraqueza extrema... Meu maior medo fora a ferocidade daquele momento. Descobrir que eu já sou capaz de me fazer um mal maior sem sentir nenhum ressentimento não foi nada bom. " (18h: 52min)

 

"Eu tenho 22 anos, mas parece que eu não vivi nem 5. Minha vida desabou e eu não consigo mais voltar a ser o que eu era antes e esse sentimento de auto-destruição um dia ainda vai me matar. Talvez a única coisa que eu queira agora é morrer em paz..." (19h:04min)

 

"Hoje eu senti muito medo porque eu sinto que perdi toda a vontade de viver dentro de mim. Todas as coisas que um dia tiveram importância pra mim, não têm mais. Eu não consigo mais ser quem eu era antes, eu não consigo mais escrever, eu não consigo me concentrar nos estudos e meu sentimento de auto-destruição só piora a cada dia. Eu estou tentando fingir que estou feliz, eu estou sorrindo, estou saindo do meu quarto, mas tem sido muito difícil pra mim. Eu não estou mais suportando essa dor, mas alguma coisa dentro de mim me diz que eu preciso viver. Mas será que eu aguento mais!? Hoje, eu percebi que eu posso ser muito mais feroz e que posso me machucar mais e mais e isso de alguma forma me faz muito bem. Só consegui sair do meu momento de crise e me acalmar depois de me machucar... A vida já perdeu todo o significado e se não fosse pelo meu amor Moisés, com certeza eu já teria partido... Eu não me importo com os outros, eu não me importo nem comigo mesma. Às vezes eu acho que sou uma inútil..." (19h:17min)

Escrito por Anne Cobain às 01h02
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29/04/2011


Se piorar, melhora.

 

 

                 Nesses dias de cólera, eu procuro uma resposta para a minha consternação. A vida está cheia de dissabores e eu me desespero ao sentir o cheiro amargo da tristeza. A ansiedade tem sido cada vez mais constante e não há remédio que há cure. Talvez eu devesse exteriorizar os meus sentimentos, mas ninguém está preocupado com o problema dos outros. Quanto mais abastados estiverem os seus egos, mais se esquecem do outro. Qual a solução? Procurar uma especialista na área, entretanto até mesmo ela está ocupada demais com os seus "imprevistos" para me ouvir na hora certa.

                 (Qual o problema, moça? Por que esse desejo ferino tomara conta de ti?)

                 Pode parecer paradoxal, mas tenho encontrado na dor a cura para meus males. O cansaço tomara conta dos meus dias e algumas noites têm sido demasiadamente longas. A minha vontade para fazer as atividades com presteza transformou-se em vaidade. Ora, se não há "porquê", para que viver?

                (Reaja! Retira as impurezas desse coraçãozinho obstruído pela malevolência de algumas pessoas.)

                Disseram-me, um dia, que eu deveria pensar mais em mim. Ah! Paciência! Se eu vivo sozinha, sou a anti-social, a egocêntrica e a insensível, mas se  eu quero viver em "sociedade", sou a "dependente" (Vá entender!).

                Nesse mundo, queridos, o que está latente é a Lei de Talião e esse negócio de "Um por Todos e Todos por Um" é pura utopia. Tanto é que os outros dois mosqueteiros que lutavam comigo foram dar uma "voltinha" dentro de mim e me deixaram aqui fora sozinha. Daqui a pouco a esquizofrenia vai entrar em minha morada e eu vou abraçá-la com ardor.

               Sabem o que é pior? Enquanto eu me exauro, há quem pense que essa nova ruptura é apenas passageira. Mas ela não é! E eu que sempre vi além das pessoas vejo que tudo dentro de mim é vazio. Ah! Por hoje é só, os senhores já leram demais, eu cansei!

              (Se estou com medo? Não mais. Quer me dar "conselhinho"? Vá a merda Bem humorado! Se partirei? Talvez, quem sabe... )

Escrito por Anne Cobain às 19h49
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17/02/2011


Recortes...

 

       E de que me serve à noite com seu silêncio invólucro se eu não posso compartilhar as minhas angústias?

       Decerto sei que sou uma inconstante, mas que direi eu aos meus ais de desespero e a minha infinidade de risos gélidos?

       Ainda amanhecerei sem as pálpebras pesadas e sem a vontade de me ferir?

       Maldita é essa surda agonia que me aprisiona os sentidos!

      Saudoso é o tempo em que o meu amor por mim ecoava majestoso cheio de fúria e desejo.

      Encontrar-me-ei no meio desse ostracismo?

     Vivi tal qual uma tola no turbilhão de acontecimentos cotidianos.

     Chorei. Amei. Bebi. Chorei. Desamei. Chorei. Agora, amo!

     Mas de que me vale o amor e as novas conquistas se eu não consigo me encontrar?

     Vinte e dois anos se passaram e essa névoa de tristeza nunca se afastara de mim.

     Ela permanecera, imponente e cálida, como uma efígie entranhada em meu ser.

    Por que esse desejo vil de não ser mais eu tem me atormentado?

    Não quero que me vejam às avessas!

    Não quero que essa consternação transborde para outros seres!

   Deixa-me aqui, imóvel e serena, que eu me encontrarei na minha ossada.


Escrito por Anne Cobain às 22h44
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28/01/2011


 

 

          Eu me sentira atarantada pelo medo e as batidas de meu peito ecoaram o som da morte. Um insaciável desejo tomara conta de mim e eu sentira tanta saudade da minha vitalidade, dos meus tempos de Menina&Moça e das minhas conversas cotidianas. Onde foi parar a minha vontade de viver?

         Eu lhes digo, senhores, que não fui e nem tenho sido a melhor pessoa do mundo, mas já tive muitos momentos de glória. Diplomas e mais diplomas, um histórico escolar impecável (ainda é) e um amor imensurável aos meus pés (ainda tenho!?). Ultimamente, eu voltei a ter as minhas  madrugadas de insônia e choro,  meu estado de humor anda cada vez mais nefasto e meu apetite às minguas. O que pensar?

         Lembrei-me do seguinte trecho de Menina & Moça do Bernadim Ribeiro:

 

Menina e moça me levaram de casa de minha mãe para muito longe. Que causa fosse então a daquela minha levada, era ainda pequena, não a soube. Agora não lhe ponho outra, senão que parece que já então havia de ser o que depois foi. Vivi ali tanto tempo quanto foi necessário para não poder viver em outra parte. Muito contente fui em aquela terra, mas, coitada de mim, que em breve espaço se mudou tudo aquilo que em longo tempo se buscou e para longo tempo se buscava. Grande desaventura foi a que me fez ser triste ou, per aventura, a que me fez ser leda. Depois que eu vi tantas cousas trocadas por outras, e o prazer feito mágoa maior, a tanta tristeza cheguei que mais me pesava do bem que tive, que do mal que tinha.

(Fonte: http://cvc.instituto-camoes.pt/literatura/bernardim.htm)


       Ah, sei lá, estou meu sentindo tão "asinha" que acho que os senhores não me entenderiam se eu dissesse o que eu sinto...

Escrito por Anne Cobain às 02h50
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08/10/2010


 

 

 

Ninguém ouviu o estrondo da minha mágoa e nem viu a lágrima reprimida desaguar dentro de mim.

Ninguém sabe que padeço de solidão e esmoreço de culpa?

Se não há arrependimento sem culpa, não há superação do sofrimento sem mácula!

Se perco a minha vontade de escrever é porque a tristeza soltou a minha mão.

Anda! Desagua do teu leito porque eu não quero adormecer no rio da mágoa!

 

 

Agora, escassa de palavras e embalada pelo vento, eu sinto a rapina do desejo voar intrépida dentro de mim.

Eu repudio esta vontade insólita que corrempe o meu ser.

Tarde demais! Uma septicemia de volúpias arde em meu sangue.

Calafrios de dúvidas e ideias desencantadoras martelam meu REM.

E no meio desse fio de incertezas, eu ato e desinfecciono a minha dor.

Escrito por Anne Cobain às 02h50
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10/04/2010


 

 

Retrocesso


Eu me lembro desolada

das certezas que sempre tive,

dos amores que nunca contive...

Quanta mágoa derramada!



Como um bálsamo enraizada,

a tristeza que não detive

chora dentro de mim e vive

Deixa-me tão deslocada!



Por que vivo assim?

Que mal há em mim?

Fuja de de mim melancolia!



Meu corpo estremece!

Tudo me entristece!

Por que vivo nessa agonia?

 

Escrito por Anne Cobain às 18h00
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05/07/2009


 

 

É tempo de acentuar as tristezas

Resgatar os insaciáveis desejos

O sopro da alma entorpece

O amor dissipa pelo ar e evapora

O coração transborda de saudade e de mágoa

A apática visão do ser transformista

E tudo recai na mesmice

Os mesmos sonhos pisoteados

Os mesmos defeitos exaltados

As mesmas portas se fecham

O corpo se retraindo e a tristeza abrindo os braços

As ondas se formam e quebram os sentimentos

Memórias que se apagam

Os devaneios trazem culpas e mais culpas

E amor se renova numa canção esponsalícia.

20/06/09

 

Escrito por Anne Cobain às 01h11
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03/03/2009


 

          Outro dia, quando eu voltava da aula, lembrei-me das últimas tragédias. A solidão me ajudou a lembrar do festivo e caloroso mês de Dezembro. Lembrei da minha tia "Dumira" que escolheu este mês para partir, da minha prima Luciana que escolheu o mês seguinte para partir e lembrei também do Príncipe dos Poetas que tanto clamava pela morte. Era um momento pleno, mas uma lágrima furtiva interrompeu meus pensamentos e a tristeza se recolheu.

          Não gosto de fazer comparações, mas naquele momento equiparei as minhas perdas. Posso dizer que minha tia viajou sem se despedir e a minha prima avisou a todos, mas foi adiando a sua viagem. Quando minha tia morreu, eu também morri, mas quando a minha prima foi morrendo, eu fui despedaçando a minha tristeza. Essas amarguras foram silenciadas, todavia, até hoje, quando o telefone toca e noto que falta alguém, tenho medo. Acredito que é no término que os corpos se aproximam, a plenitude do amor está na morte e não na vida. É nesse momento que o amor se aflora, o amor pelo ausente se torna presente.

           A maioria das pessoas costuma dizer que odeia as segundas-feiras e eu não fujo dessa linha, porque eu sou uma "dorminhoca" de 1ª linha. Nada pior do que receber uma notícia ruim nesse dia, porque tu estás iniciando a semana, portanto causa uma grande ruptura. Minha tia faleceu nesse dia, o enterro foi na terça-feira e a apresentação do meu trabalho de conclusão de curso na quinta-feira da mesma semana. Imagina a minha aflição?!?Mais adiante, no mês de Janeiro, chegando a minha casa, ouço a notícia do falecimento da irmã da vizinha e ao contar para a minha mãe, recebo também a notícia que a minha prima tinha entrado em coma. Que maravilha! Era a semana da minha formatura. Por que não se emocionar ao me lembrar do vestido de aniversário dado a minha afilhada pela minha tia para ela usar no dia da minha formatura? Por que não lembrar que em breve chegaria a formatura da minha prima? 

            Eu acredito que uma das piores coisas do mundo é fugir da dor, porque um dia ela te encontra e te desarma. A crise existencial anda de mãos dadas com esse dia e basta um deslize teu para um deles prevalecer. Foi o que aconteceu comigo, não fui ver a minha prima no hospital quando ela estava internada. No dia anterior da sua morte, eu pensei em ir, mas já tinha passado da hora e no dia da sua morte, eu ia, mas a minha mãe estava apressada e disse que era para eu ir outro dia. Sem comentários em relação a isso... Ah, cansei!

 

Escrito por Anne Cobain às 00h58
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10/10/2008


Sandice

 

Um disparate de tristeza

Uma mágoa que finda o meu ânimo

Um abismo de melancolias gotejantes

Um vestígio de esperança no meio da escuridão

Um flamejar de lembranças ensandecedoras

Uma amarga palpitação atenuante

Um desejo de estar próximo

Um amor que não se percebe

Um amor que não pode se esgotar.

Escrito por Anne Cobain às 16h40
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25/11/2007


     É impressionante a capacidade que algumas pessoas têm para mentir e o pior, ainda se fazem de vítimas da história. Uma das coisas que me irritam ao extremo é a mentira. O que leva uma pessoa a levar uma vida dupla descaradamente e mesmo assim ainda conseguir enganar a protagonista da história. A minha vontade é jogar tudo para o alto, sem saber se vão ter pessoas para aparar, e desfazer essa palhaçada. A minha raiva corrói os meus sentimentos e eu estou começando a criar nojo dessa situação. Eu lamento muito por ter que aturar essa situação (Qual situação? Não me pergunte qual, porque tenho que manter tudo em sigilo até a minha razão apática tomar uma atitude sensata), mas fico pensando se isso realmente é certo, já que não existem laços que não podem ser rompidos. Já passei por tanta coisa e mais essa agora, acho que tudo tem um limite e a minha paciência está esgotando. Isso mexe tanto comigo, fica difícil até entender, perdoar e às vezes acho que é melhor separar as coisas de vez. Depois de tudo que passamos, tanta coisa ruim, e ainda me vem com mais esse golpe, por mais que para os outros possa parecer imperdoável, eu não consigo jogar as coisas para o lado totalmente negativo, pelo menos não por enquanto; entretanto, estou quase lá. O que para os outros parece bobagem, para mim é um passo a mais para o precipício. Não posso entrar em detalhes sobre a situação porque o meu blog é público e por essa razão eu quase nunca deixo claro o que falo sobre os meus problemas íntimos. Por essa mesma razão, às vezes eu exagero no vocabulário para a pessoa perder o tesão da leitura por não saber o significado de certas palavras =].

Escrito por Anne Cobain às 22h52
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19/10/2007


 

 

      Posso sentir o meu corpo desvanecer a cada palpitação e um suave desejo me faz querer partir. Agora sinto as minhas vontades cessarem lentamente e a dor esmorecer o meu corpo. O silêncio é interrompido por ruidosas lágrimas cheias de pesar. E os últimos laços vitalícios se rompem quando sou levada para o fundo. Já posso sentir o putrefato do meu cadáver. Lá fora, pessoas inconsoláveis choram pela minha partida, mas o alívio da minha partida congelou meus sentimentos e elas não me comovem. Saio de meu sepulcro e observo cada rosto, procurando entender por que essas pessoas estão lavando a minha partida com lágrimas, por que só agora prestam atenção em mim, por que só agora que adormeço perpetuamente, eu tenho importância na vida delas? Qual o papel que eu tive durante toda a minha existência? Agora, enxergo o sofrimento no rosto de pessoas que nunca foram capazes de me dar à mão quando eu mais precisava. Se eu pudesse tocá-las e sentir um pouco desse carinho, minha vida não teria sido em vão. Tudo aquilo que esperei por tanto tempo: o amor, a atenção, o afeto, o calor humano, a solidariedade, a paz, tudo o que sempre quis, estão aqui no meu enterro. E nesse clima delirante de desejos realizados, tenho ânsia de voltar ao meu sepulcro com a certeza de que eu fui amada sim, mas só reconheceram esse amor, tardiamente, quando eu já tinha partido.

Escrito por Anne Cobain às 02h39
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11/10/2007


  

          Hoje, melhor dizendo, ontem, fui surpreendida por uma pessoa, ela me mostrou que o ser humano pode ser compreensivo e bondoso. Nossa! Estou me sentindo tão feliz por isso, estava esperando pelo pior. Eu estava tão apreensiva e de repente me deparo com algo inesperado, sem palavras, eu jamais esperaria por uma atitude dessas. Depois dessa, acho que eu me caso e que se danem os problemas, porque tenho alguém que me apóia em tudo. Se eu pudesse descrever o meu sentimento de conforto, de paz, de leveza, de mudança, de solidariedade, de amor, de tudo, mas não consigo. Só o que posso é me debulhar em lágrimas de emoção desconcertante. Não sei nem como agradecer a tudo isso, pois mesmo fazendo tudo errado, eu conquistei o amor incondicional de alguém perto da perfeição. E não vejo a hora de poder afirmar dentro de mim que amo incondicionalmente esse alguém. Quando eu esperava que me atirassem pedras, só tive como resposta: "ouça a música", que tocou na hora certa para me fazer enxergar a realidade e também sentir que eu recebi flores ao invés de pedras. Digamos que eu estava esperando por algo há um tempinho, mas não dessa grandeza, com esse coração e com todo esse amor para dar. Ai de mim, perder esse alicerce. Obrigada por existir na minha vida e me escolher para ser a sua namorada. Espero caminhar de mãos dadas contigo e toda vez que um de nós cair, será reerguido pelo outro. Eu quero que essa caminhada dure o resto da minha vida, pois junto com você, ela não será curta. Eu te amo, Moisés Brilhante, e prometo honrar essa chance que tu me deste de mudar o sentido da minha existência. 

 <------------ Mo  Anne & Anne  Mo

 

PS: Não entrei em detalhes do acontecido, mas foi uma das coisas mais lindas que já aconteceram na minha vida. Ai, ai...

Escrito por Anne Cobain às 00h58
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15/09/2007


 

          Um dia eu paro de escrever essas coisas enfadonhas, mas a comodidade exaure a minha alma e me deixa sem entusiasmo. Gosto de ser triste, não sei por que estou dizendo isso, talvez por achar a tristeza um dos mais belos e inspiradores sentimentos. Há um tempinho atrás eu jamais diria isso, no entanto, hoje, tenho brotada em meu coração uma semente de felicidade e ela tem crescido aos pouquinhos dentro de mim. Isso tem sido realmente fantástico, porém não tão fantástico quanto à melancolia, justamente porque essa não tem efeito alucinatório e nunca te abandona quando tu mais precisas. Sei que parece loucura, mas estou sentindo uma imensa falta dos momentos em que eu me deprimia e não tinha ninguém para me dar a mão, porque isso cria uma certa dependência e para tu dares passos largos, tens que caminhar sozinho. Meu novo amor ("Mo") tem sido maravilhoso, extremamente dedicado a mim, mesmo com toda a minha arrogância e prepotência, ele deixa de me dizer certas coisas, só para não me magoar. O que me falta? Estabilidade emocional?  Perspicácia? Coragem para penetrar (sem lubrificante) na carreira que eu escolhi? Tentar dormir cedo? Tomar remédio p/ conseguir isso? Acordar cedo e pensar em coisas para fazer? Levantar da cama e não se encolher de novo por sentir uma mágoa pesando sobre mim? Quem sabe não tratar mal quem me ama? Ou melhor, ser alguém mais sociável? E por que não ser agradável com todo mundo e não somente com quem eu vou c/ a cara? Ser menos egoísta? Talvez. Sei lá, faltam-me tantas coisas, às vezes falta-me até o ar, por isso nem sei por onde começo a suprir essas necessidades. Enfim, estou morrendo de sono e sem paciência p/ escrever as minhas idéias clichês.

Escrito por Anne Cobain às 00h49
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Escrito por Anne Cobain às 00h31
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